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Salão do Queijo em Paris será palco das tendências mundiais

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018 09:51:57

Não sabemos ainda se algum queijo brasileiro vai poder participar do Salon du Fromages et de Produits Laitiers (Salão do Queijo e dos Produtos Lácteos), que é uma das atrações do Salon de l’Agriculture (Salão da Agricultura) em Paris. A cada 2 anos, o salão é “o local” onde produtores da França e do mundo inteiro, comerciantes, curadores e pesquisadores se reúnem em um ambiente simpático ideal para conhecer pessoas que têm em comum a dedicação ao queijo como parte principal de suas vidas.

Uma série de animações acontece nos 4 dias de evento: concurso Lyre d’Or (a mais perfeita tábua de queijos), concurso de Fontainebleau (queijo fresco batido com creme e suas variações), ateliês de gastronomia queijeira, encontro com experts para buscar conselhos para abrir sua queijaria… E pela primeira vez, em sua 15ª edição, o salão vai receber um “país de honra” que terá seus queijos em destaque: a Inglaterra.

Paralelo ao Salão do Queijo de Paris acontece o concurso geral dos queijos da França. Uma leitura do regulamento mostra a diversidade da cultura queijeira. São oito categorias maiores – manteigas, cremes, sobremesas lácteas, queijos, queijos frescos, queijos para derreter, leites e iogurtes – mas dentro de cada uma há varias subclasses.

Só na categoria dos queijos há 100 subclasses! À esquerda o bigodudo Paul Georgelet, famoso produtor de queijo de cabra em Île de Ré, ilha no Atlântico francês. FOTO: Débora Pereira/SoCheese 2016

Os produtos brasileiros poderiam entrar a partir da 82ª classe, que são as dos queijos gerais das oito famílias tecnológicas (casca lavada, casca florida, massa prensada cozida, crua, semi-cozida etc.) Salvo um pequeno detalhe: nossos queijos artesanais não têm autorização para sair do país e o concurso de Paris não aceita queijos sem documentação, como foi o caso no concurso do Mundial do Queijo de Tours em 2017.

O que aconteceu no concurso de Tours para que os produtores mineiros concorressem (e ganarham doze medalhas!!) foi uma exceção feita pelo presidente Roland Barthelemy. Ele acolheu os queijos brasileiros em solidariedade a nossa luta, confiando na sua procedência. Afinal, todos os queijos eram de produtores registrados e diversas autoridades sanitárias estavam presentes na comitiva que levou os queijos, na viagem organizada pela Faemg e pela SerTãoBras.

Para que os queijos artesanais brasileiros possam participar “oficialmente” do concurso, é preciso que produtores e autoridades se mobilizem para providenciar a documentação necessária. O que pode estar perto de acontecer.

É a quarta edição que vou participar e desde 2012 apresento “informalmente” os queijos brasileiros no stand da revista Profession Fromager, acompanhados de uma fornada de pão de queijos, goiabada, café do Cerrado e uma cachacinha servida no cuité. Histórias não faltam para quem quiser passar e escutar uma boa prosa sobre a tipicidade dos nossos terroirs, a riqueza do leite das vacas rústicas zebuínas desenvolvidas geneticamente no Brasil e a personalidade dos nossos queijos.

Nessa edição, vamos apresentar os queijos que estão sendo curados desde novembro por Hervé Mons na França, feitos pelos produtores da Cooperativa de Produtores do Serro, em Minas Gerais, e pela Estância Silvania, em São Paulo. A degustação será durante o lançamento francês do Guia de Cura, que foi lançado primeiramente no Brasil em julho de 2017.


Fonte: As informações são do Blog Só Queijos, de Débora Pereira, para o Paladar, do Estadão.

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